2 de março de 2015

Pirose

Quantas expectativas vocês costumam criar num dia? Numa tarde? Num almoço?
Fico me perguntando se sou obcecado em expectativas.
Sim, desde o momento que acordo, inúmeras possibilidades surgem na minha cabeça. Desde a mais prazerosa, até a mais repugnante - nessas horas, confesso até, que imagino existirem milhares meus dentro de mim.

O que vou fazer? Quando? Com quem? Será que vem? Será que vou ter? Vai dar?
E mais uma vez me pego com aquelas (várias) perguntas...
Que injusto o tempo, não? Guarda com ele essas mil respostas e só nos oferece no momento de usá-las. Ele egoísta ou nós apressados? Prefiro acreditar que a culpa é dele, claro! Não vou trazer para mim uma maldade dessas, muito menos uma responsabilidade que não cabe de tão grande... (e aqui vou eu nos meus devaneios de sempre!). Foco Mateus, f-o-c-o.

Voltando às expectativas. Quem tem expectativas pode se considerar um expectador, correto? E quem diabos gosta de ser expectador o tempo todo? Criar expectativas é como criar uma daquelas plantinhas que nos salvam de maus olhados: por vezes vingam, passam anos conosco, florescem, encantam... Noutras, morrem logo na primeira olhada invejosa. (vixe) Expectativa é bicha bicho que não se cria. E mesmo se criada, mate-a de fome!

Sua irmã gêmea sim, é a mais prazerosa: a Surpresa! Não manda recado, não exige frete e o principal: não é padecida de tortura. Por ordem divina, é claro, tudo nessa vida tem sua face negativa. Ainda assim, a surpresa consegue ser menos malvada que a expectativa. Quem lê esse texto pode até não fazer ideia da minha ansiedade, vulgo capacidade de criar expectativas. Mas ele é um primeiro passo, uma meta.
Se vou conseguir cumpri-lo, é uma pergunta da expectativa (que eu já não vou pensar em responder).


click.


22 de fevereiro de 2015

Cinza

Novo ano (pós-aniversário), novo período na faculdade, nova gente ao meu redor... Mas não consigo me motivar para quase nada!
Meu déficit de atenção, inclusive, me impossibilita de terminar algumas coisas que comecei a fazer no intuito de me entreter com algo.
Aliás, tem sido assim por muito tempo: sacrifico algo inacabado em busca de felicidade na novidade.

Estou buscando nos lugares errados? Estou sendo irresponsável com o que desprezo?
São tantas perguntas órfãs na vida, não é? Será se é isso que deixa a vida daqueles que a amam, interessante? (não que eu não ame minha vida, mas não me fascino por ela tão facilmente).
Quem já se viu? Algumas pessoas simplesmente amam sofrer dizer que o sofrimento é bom para a vida (!). Não. O sofrimento não é bom. Reerguer-se sim, tem seu sabor prazeroso. Quem vê prazer em sofrer é masoquista ou aquele seu amigo que sempre arranja os mesmos tipos de relacionamento.

Estou num período da minha vida que deveria ser cheio de cor. Mas só consigo ser cinza (ou bege). Se alguém, algo ou divindade tiver uma aquarela, me conceda por alguns minutos.

Farei bom uso.

20 de fevereiro de 2015

Volta

Estou pensando em voltar a escrever.
Não que eu já tenha escrito muita coisa, mas a vontade me coçou os dedos.
Não sei se é por força deste ano que me aparece inovador e auto-descobridor, ou simplesmente pelo fato de estar chovendo e ser uma madrugada aconchegante e fria.

Eu realmente estou decidido a escrever! Tomara que dessa vez seja de verdade!
Os textos me parecem querer sair pequenos. Melhor. Antes humildes que exibidos.
Além disso, esse hábito de escrever ou falar pouco já é uma vontade minha.
Coisa de quem fala demais. Coisa de quem se expõe demais. Coisa de quem é sensivelmente besta.

Enfim, coisa de quem é Kiwi.